domingo, 15 de dezembro de 2013

Resenha (livro) | Jogos Vorazes: O início de uma saga que de rasa não tem nada.

Uma grata surpresa, este livro de Suzanne Collins. O pré-conceito que tive foi de um "joguinho" no estilo "Harry Potter e Cálice de Fogo" e um romance à la "Crepúsculo", e só.

Jogo Vorazes vai muito além e expõe questões como: desigualdade social, totalitarismo, poder e importância da mídia. E claro, tem aquele romance à la "Crepúsculo" que eu adoro.

É muito difícil não ler Jogos Vorazes e não comparar com nosso presente. Claro que no livro todas essas questões são mais exageradas, contrastadas. Mas fico imaginando o passado de "Panem" (país na qual a trama ocorre, é os Estados Unidos após sua destruição) e temo só pela remota possibilidade de nossas futuras gerações passarem pelo que muitos habitantes de Panem passam.

A experiência de Suzanne Collins na televisão (foi escritora de programas infantis da Nickelodeon), influenciou muito no livro, pois  durante toda a narrativa, a presença da televisão é constante e câmeras pipocam para todos os lados. Destaque para o talento de Peeta como "apresentador" e da sensibilidade de Katniss que parece sempre saber como os telespectadores recebem as imagens.

Curiosamente, o livro me fez refletir até sobre a moda. As passagens do estilista Cinna, deixa nítido o uso da moda como forma de expressão.

Mídia, política e romance andam lado a lado e o triângulo: Katniss, Gale e Peeta funciona! Envolve e gera torcida (#PeetaTeam). E nesse contexto tão difícil vivido em Panem, o romance fica ainda mais interessante.

Com uma linguagem objetiva, "Jogos Vorazes" é um ótimo livro para iniciantes e acredito que agrada a um público amplo (de pré-adolescente "pra cima") e que tem tramas e questões para mergulhar fundo.

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